Copom reduz Selic para 13,75% ao ano em 5º corte consecutivo.
Decisão unânime do Banco Central foi motivada pela desaceleração da inflação; no exterior, Fed elevou taxa de juros dos EUA.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 14% para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16). A queda de 0,25 ponto percentual marca o quinto corte consecutivo promovido pelo órgão de forma unânime.
Em comunicado oficial, o comitê destacou que a decisão acompanha o arrefecimento da inflação e se alinha à estratégia de convergência dos preços em direção à meta contínua. Apesar da trégua recente nos índices de preços, as projeções do mercado para os próximos anos seguem ligeiramente acima da meta central de 3%.
Cenário interno e ambiente externo
No ambiente econômico nacional, o BC apontou uma moderação gradual da atividade — especialmente nos setores mais sensíveis ao crédito —, somada à resiliência do mercado de trabalho. Contudo, as indefinições fiscais do país e a volatilidade do cenário externo exigem manutenção da postura cautelosa.
No cenário internacional, os conflitos no Oriente Médio e as dúvidas sobre os rumos monetários de economias avançadas pressionam os ativos globais. No mesmo dia da decisão do Copom, o Federal Reserve (Fed) elevou os juros dos Estados Unidos para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano — o primeiro aumento desde julho de 2023. A disparada no preço do petróleo motivou a postura mais rígida do BC norte-americano.
Impacto na economia brasileira
Com o ajuste promovido pelo Banco Central, o Brasil preserva o maior juro real do planeta, situando-se em 8,45% ao ano segundo estimativas de mercado.
A Selic funciona como a principal ferramenta do Banco Central para o controle inflacionário:
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Alta dos juros: encarece o crédito, desacelera o consumo e reduz a pressão sobre os preços.
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Queda dos juros: barateia empréstimos, estimula novos investimentos e impulsiona o consumo interno.
A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 3 e 4 de novembro.




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