Aliados de Flávio Bolsonaro temem ‘fator Trump’ na reta final do 1º turno
Aliados mais pragmáticos do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, acompanham com apreensão os desdobramentos das ações do governo dos Estados Unidos no cenário eleitoral brasileiro. O temor da campanha é que eventuais sanções ou medidas econômicas impostas pelo presidente americano, Donald Trump, na reta final do primeiro turno beneficie a narrativa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Integrantes do núcleo duro do candidato avaliam que o atual momento favorece politicamente a oposição, em razão dos desdobramentos de investigações e das táticas de desgaste envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes. Contudo, a avaliação de bastidor é que uma nova investida direta de Washington pode alterar a dinâmica da disputa, enfraquecendo essa vantagem.
Riscos eleitorais e articulação paralela
O principal receio dos interlocutores de Flávio Bolsonaro é que restrições impostas pelos EUA façam a opinião pública enxergar autoridades locais como "vítimas" e permitam ao PT reativar com força a pauta de defesa da soberania nacional. A preocupação inclui tanto medidas restritivas de caráter individual quanto eventuais sanções comerciais ou tarifas sobre exportações brasileiras.
Em paralelo, figuras ligadas à ala ideológica do bolsonarismo, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo, mantêm agendas em Washington com a intenção de pressionar a administração americana a retomar punições contra ministros do STF sob o enquadramento da Lei Magnitsky. Interlocutores da campanha classificam essa movimentação externa como incontrolável e ponderam que o efeito de uma interferência internacional pode ser imprevisível no resultado do pleito.




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